Segundo presidente da Abrasel no Distrito Federal, a lei não impacta apenas no lazer dos moradores da cidade, mas afeta também sua economia e liberdade


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Com a campanha #NãoCalemAVozDeBrasília, diversos bares e restaurantes da capital federal se uniram pela flexibilização da “Lei do Silêncio”. Na cidade, uma lei de 2008 impõe um limite restrito de decibéis após às 22h a qualquer estabelecimento, incluindo bares, restaurantes e centros religiosos.  Segundo os empresários, a própria lei previu que deveria haver um reajuste da mesma a cada dois anos, mas isso não ocorreu.

Nas redes sociais, músicos de consagradas bandas brasilienses, como Capital Inicial, Plebe Rude e Raimundos também aderiram ao movimento, que conta com o apoio da Abrasel no Distrito Federal.

Segundo Rodrigo Freire, presidente da entidade no DF, a intenção não é anular a lei, muito menos aumentar sem bom senso o volume permitido. “O que propomos é a flexibilização”, diz. Para ele, a fiscalização ostensiva registrada nos últimos anos, em que vários estabelecimentos foram multados arbitrariamente, contribuiu para que Brasília, outrora conhecida como a capital da cultura, fosse ficando cada vez mais “pacata, fria e sem vida”.

Na próxima terça (06) haverá uma votação na Câmara Legislativa do DF em prol da adequação do limite de decibéis nos estabelecimentos da cidade. Os organizadores pretendem pressionar os deputados por mais liberdade para o empreender.