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Individualmente, quem costuma desembolsar mais no período são os turistas de outros estados brasileiros, numa média de R$ 5 mil por pessoa, seguido dos estrangeiros, com R$ 3,3 mil e, enfim, baianos, com R$ 1,8 mil durante a folia. Os números apontam para um crescimento de 3,3% na movimentação econômica, em relação ao ano passado.

No campo econômico, já é possível perceber grande movimentação nos setores de bares, restaurantes e hotelaria. A expectativa dos hotéis, por exemplo, é uma taxa de ocupação de 98%, sendo 100% nos estabelecimentos próximos aos circuitos do Carnaval.

Também é esperada a presença de visitantes que se hospedam em casas de parentes e aqueles que alugam imóveis para a temporada. Toda essa movimentação impacta significativamente na geração de emprego. De acordo com o secretário municipal de Cultura e Turismo, Cláudio Tinoco (Secult), o Carnaval de Salvador deve seguir com números altos também neste quesito.

“Nosso acompanhamento periódico nos leva a crer que teremos um Carnaval com muita gente na rua. Em 2018, todo o trabalho envolvendo montagem e desmontagem de estruturas, ações durante a festa e tudo que é feito após a folia, foi responsável pela geração de 250 mil empregos, média que pretendemos manter este ano”, destaca Tinoco.

Ainda no campo dos recursos humanos, a Prefeitura ofereceu 388 vagas para processo seletivo em Regime Especial de Direito Administrativo (Reda), visando aumentar o efetivo para trabalhar exclusivamente durante a folia. Desses, 120 para função de educador na Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (Semps), 206 para as funções de coordenador de unidade, supervisor e educador social na Secretaria Municipal de Política para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ) e outras 12 oportunidades voltadas para engenheiros civis que atuarão pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur). As inscrições foram encerradas no dia 22 de janeiro.

Otimista, o setor de comercialização de alimentos e bebidas prevê aumento nas vendas de 8% a 10% em relação ao ano passado, conforme explica o presidente Executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Luiz Henrique do Amaral.

“Durante o Carnaval, o segmento de bares e restaurantes contempla situações distintas em Salvador. Enquanto alguns comerciantes têm atividades limitadas, outros, mais integrados aos circuitos da folia e sem impedimento de localização e funcionamento, faturam de maneira expressiva, proporcionando saldo positivo para toda a cadeia produtiva. De uma forma geral, a festa traz benefício para empresários, funcionários e clientes. Isso permite boa movimentação financeira, satisfação do consumidor e geração de emprego e renda para a capital baiana”, diz Amaral.

Fonte: Jornal Grande Bahia

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