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A Secretária Estadual de Saúde (Sesab) não possui nenhum planejamento para desmobilizar leitos de UTI na Bahia. A afirmação foi dada pelo secretário da pasta, Fábio Vilas-Boas, e surge como resposta à movimentação de dois defensores públicos da Bahia, Daniel Soeiro de Freitas e Virdalio de Senna Neto, que encaminharam um documento ao gestor, para solicitar o não fechamento de hospitais de campanha no território baiano.

De acordo com o secretário, atualmente a Bahia possui a Arena Fonte Nova como o único Hospital de Campanha, em operação no estado. Ele ressalta que ainda não é o momento de desativar leitos de UTI, mas quando for necessário, isso será feito, como medida responsável com os recursos públicos.

"O estado tem se preocupado em garantir a assistência à saúde e tem agido com responsabilidade com o dinheiro público", afirma Fábio Vilas-Boas.

Segundo Daniel Soeiro de Freitas, um dos defensores que assinou o ofício, a preocupação do empresariado que procurou a Defensoria é do risco de desmobilizar os leitos e isso pressionar novamente o fechamento do comércio, algo que o setor produtivo não aguenta mais.

Fábio informou que a Sesab possui o controle na ocupação de leitos, para que não haja sobrecarga, e também não haja falta nos leitos que a população precisa. Ele também explicou o que pode ocasionar o fechamento de um hospital de campanha.

"Quando tiver que fechar [o hospital] vai ficar pagando leito ocioso? Por exemplo, o Hospital Espanhol tem 180 leitos de UTI, a cada 10 UTIs tem um médico. Se eu tiver trabalhando lá com ociosidade, com 90 leitos apenas, vou manter nove UTIs abertas? Com nove médicos, 18 enfermeiras, 36 técnicos em enfermagem, fisioterapeutas, para chegar lá e ficarem assistindo televisão? Aí o Tribunal de Contas depois me diz que estou sendo negligente com recurso público", ilustra.

Ele relembra os dados que serviram de base para o fechamento da Arena Fonte Nova no ano passado.

"A gente só fechou os leitos quando a taxa de ocupação caiu a 50%", disse o secretário, que tambem relembrou o prazo para o retorno das atividades no hospital, quando foi necessário.

"Levamos 30 dias para remobilizar a Fonte Nova. O tanque de oxigênio estava lá, as camas, os monitores... Foi só o tempo de contratar a Irmã Dulce [Obras Sociais de Irmã Dulce] e ela contratar os medicos.

"A gente reabriu rápido, só não conseguiu abrir o Metropolitano rápido porque dependia do tanque de oxigênio. Mas o resto só foi recontratar os médicos", finaliza.

Fonte: Muita Informação

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